Cuidados na gestação: descolamento de placenta

O post de hoje é motivado pela experiência de uma grande amiga com uma gravidinha amada e muito próxima a ela. O detalhe disso é que a bebê que nasceria ainda esta semana não resistiu a um descolamento de placenta com desfecho muito rápido infelizmente.

E em meio a muita dor, nasceu a idéia de um post repleto de amor por todas as gravidinhas, as mãezinhas que pensam em engravidar novamente, ou ainda, as futuras gravidinhas e mãezinhas de primeira viagem aqui do Balaio! Em um gesto de extrema generosidade ao compartilhar sobre o tema e a idéia de trazer um importante alerta para que isso possa ser evitado ao máximo ajudando a identificar sinais que efetivamente podem salvar vidas! Afinal, como ela mesmo disse, quando uma mãe perde um filho, todas as outras mães também perdem!

Sendo assim, pude pesquisar um pouco mais a respeito junto a especialistas e seguem algumas informações importantes que podem auxiliar as mamães a se manterem atentas durante a gestação.

Quando, especialmente durante o terceiro trimestre e cada vez que o parto se aproxima, seu medico te diz para ficar alerta a qualquer sinal e chamá-lo ou buscar cuidados médicos imediatamente, realmente pode ser bem assustador. No meu caso, não houve nada de muito diferente, exceto não conseguir ficar mais que 15 minutos sentada na última semana antes do parto que sentia uma dor imensa na base da barriga.

No entanto, é importante destacar que é especialmente neste período do terceiro trimestre que é mais comum acontecer o descolamento de placenta, muito embora ele possa ocorrer em qualquer momento já a partir das 20 semanas de gestação.

Quando realmente acontece o descolamento de placenta, pode acontecer um sangramento grave que pode também comprometer o adequado suprimento de oxigênio e de nutrientes para o bebê. Portanto, este quadro torna-se perigoso tanto para a mãe quanto para o bebê, sendo que este pode ter problemas para crescer dentro do útero, pode nascer prematuramente ou até não sobreviver, em casos mais extremos.

O mais importante é que, a qualquer sintoma abaixo, a mulher busque ajuda médica imediatamente:

  • Sangramento vaginal ou rompimento da bolsa com líquido ensagüentado: geralmente acontecem sangramento vaginal em diferentes intensidades, mas algumas mulheres podem não perceber nos casos em que o sangue fica retido no útero, atrás da placenta. Nesses casos, ainda pode-se atentar para a maior sensibilidade do útero e para dores nas costas, como nos itens descritos abaixo;
  • Cólica, dor no útero, dores abdominais ou nas costas que aparecem subitamente;
  • Contrações frequentes, muito próximas ou uma cólica sem fim;
  • Se o bebê não se mexer como de costume.

Em casos de sangramento muito forte ou sinais de estado de choque, como desmaios, fraqueza, palidez, sudorese e taquicardia, busque ajuda médica com urgência.

Em termos gerais, para constatar o descolamento de placenta, os médicos vão:

  • Medir frequência cardíaca do bebê;
  • Fazer um ultrassom (principalmente para diagnóstico diferencial em relação à placenta prévia – basicamente quando a placenta se posiciona na parte inferior do útero);
  • Checar se o sangramento não vem de outra região ou se tem outra causa, como uma infecção, por exemplo;
  • Checar se o colo do útero está “apagando” (ficando mais fino) ou se dilatando, o que pode romper pequenas veias e causar algum sangramento.

Em casos confirmados de descolamento de placenta, geralmente o médicos:

  • Adiantam o parto se a data prevista for próxima, mesmo que o sangramento não seja grande, para evitar que a placenta se descole ainda mais;
  • Se o descolamento for pequeno e o bebê ainda muito prematuro (menos de 28 semanas), eles podem tentar esperar um pouco mais, desde que a mãe e o bebê estejam bem. Em alguns casos, é recomendada a internação da mãe para que possam monitorar esse período de espera e algumas vezes até ministrar remédios para auxiliar o amadurecimento dos pulmões do bebê;
  • Sendo um quadro mais leve, podem recomendar apenas repouso absoluto em casa para a mãe.

E finalmente, as mulheres que podem ter mais chances de ter um descolamento de placenta são aquelas que:

  • Já tiveram descolamento de placenta em gestações anteriores;
  • Têm hipertensão crônica, hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia;
  • Apresentam algum tipo de disfunção de coagulação do sangue;
  • Têm rompimento da bolsa prematuro;
  • Têm excesso de líquido amniótico;
  • Tiveram sangramento prévio na gestação;
  • Estão grávidas de gêmeos ou mais;
  • São vítimas de algum acidente (como o de carro) e sofrem golpes no abdôme ou outro tipo de trauma na barriga;
  • Fumam ou usam cocaína;
  • Já tiveram muitos filhos ou são mais velhas (o risco aumenta com a idade);
  • Têm algum tipo de anomalia uterina.

Espero, assim, que essas informações possam auxiliar a evitar ao máximo o agravamento destes casos em situações em que os adequados cuidados médicos possam amenizar os riscos se realizados a tempo!

Caso queira se aprofundar ainda mais no tema, acesse o link:

http://brasil.babycenter.com/a6600064/descolamento-de-placenta

É importante lembrar que há outros casos de sangramento durante a gestação que também nos assustam, mas efetivamente não significam que houve um descolamento de placenta. Conheça mais sobre alguns destes casos neste post do Macetes de Mãe com um especialista:

http://www.macetesdemae.com/2014/10/sangramento-durante-a-gravidez.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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